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Como o medo da rejeição impacta no seu relacionamento

Foto do escritor: Elienay Brandão
Elienay Brandão
há 10 minutos
2 min de leitura

Casal silhuetado estendendo-se em uma praia ao pôr do sol com céu rosa.

Muitas vezes, o distanciamento em uma relação não começa com uma discussão acalorada. Ela tem início naquilo que deixamos de dizer. Um comentário reprimido para evitar uma conversa difícil, a necessidade de agradar a qualquer custo ou a sensação persistente de que precisamos medir cada gesto para continuar merecendo o afeto de alguém. Por trás desse movimento quase automático pode estar um medo mais profundo, o da rejeição.


Quando o medo do abandono ou do julgamento é o que nos guia em um relacionamento, podemos criar defesas evitativas que atuam como forma de nos proteger de uma ameaça psíquica. Para algumas pessoas, isso pode-se manifestar na auto anulação, aceitando comportamentos que incomodam, cedendo em limites fundamentais e silenciando as próprias necessidades apenas para manter a harmonia superficial.


Para outras, a autoproteção ganha a forma do distanciamento. Ao primeiro sinal de incerteza ou vulnerabilidade, o impulso é recuar, esfriar a conversa ou terminar antes que o outro decida partir. Em ambos os caminhos, a tentativa de evitar uma dor imaginada acaba gerando um impacto negativo nas relações.


Ninguém nasce com medo de ser rejeitado. Essa apreensão é construída ao longo da vida, nos primeiros afetos da infância, nas rupturas amorosas ou na vivência de contextos onde nossa identidade e ou sexualidade é questionada. Para a comunidade LGBTQIAPN+, por exemplo, a experiência de não aceitação e pertencimento e a necessidade de validação externa pode tornar o medo da rejeição ainda mais presente e vigilante nas relações afetivas.


Com o tempo, aprendemos a ler pequenos sinais cotidianos como ameaças. Uma demora incomum para responder uma mensagem ou um olhar mais cansado do outro passam a ser interpretados não como um cansaço comum do dia, mas como um indício iminente de desinteresse, ou seja, de um possível abandono.


Na Abordagem Centrada na Pessoa, compreendemos que nos desenvolvemos plenamente quando encontramos relações pautadas pela aceitação e pela consideração positiva. Quando nos sentimos genuinamente aceitos sem a obrigação de desempenhar um papel, a necessidade de nos autovigiar perde a força. Construir vínculos saudáveis passa justamente por isso, aprender a acolher a própria história e reconhecer o próprio valor, independentemente da validação imediata de quem está ao lado.


Se você se identificou com esse texto e sente que o receio de não ser aceito ou o medo de ser abandonado tem impactado na sua vida, saiba que é possível olhar para isso com cuidado e responsabilidade. Busque um profissional que possa lhe escutar e possibilitar compreender melhor essas dinâmicas e lhe ajudar a lidar com elas. Meu trabalho como psicólogo clínico é oferecer um espaço seguro, acolhedor  e livre de julgamentos, onde você possa se escutar com mais compreensão e construir formas mais saudáveis e autênticas de se relacionar, com outros e com você mesmo.


Se quiser agendar uma consulta ou entender melhor como funciona o atendimento, entre em contato comigo pelo WhatsApp.


 
 
 

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